quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Sonho de inverno




Era inverno, a neve caia e Ana se encontrava ali em seu quarto. Sua lágrimas caiam na velocidade da queda de cada bloco de neve, enquanto ela pensava em como seu amado poderia ter feito aquilo consigo. Lucas havia a deixado no momento em que ela mais precisou. Mesmo que não quisesse, a imagem dele insistia em ficar em sua cabeça, afinal, era simplesmente impossível esquecer tudo o que um dia a fez tão bem.




O que a garota não sabia era que o motivo de Lucas não a ter procurado mais era que ele estava cheio de problemas e não queria atrapalhar a vida de mais ninguém. Ainda que a vontade de não incomodar ninguém fosse grande, o que ele sentia por ela era muito maior. E mesmo a deixando, ele sabia que se estivesse com ela talvez seus problemas não se agravariam, pois ela era como um ponto de harmonia para seus momentos de desespero.



- Oi, precisamos conversar. - Disse uma voz vinda do telefone de Ana, que tocou enquanto ela olhava para o teto de seu quarto. Aí ouvir aquilo a garota sentiu suas bochechas corarem: era ele. Mesmo com todo aquele tempo sem vê-lo, ela ainda sentia seu estômago se revirar. E as borboletas, que com o tempo adormeceram em seu estômago, acordaram e se prepararam para voar.



Ana pegou a chave e foi em direção a porta para abri-la. E foi então que ela o viu. Seus olhos verdes refletiam a luz do sol e faziam com que ele parecesse mais belo, o que a encantava ainda mais.



- E então? - Ela disse, querendo fingir que não se importava, quando o que mais queria era um abraço apertado e uma palavra verdadeira vinda dele.



- Eu sei que a probabilidade de você estar com raiva de mim é grande, mas eu só vim aqui pra te dizer o que houve. Eu achei que ficar longe de você te livraria de meus problemas, mas eu me equivoquei. Eu até tentei te esquecer, mas eu não quero isso para nós. Eu quero você ao meu lado. Me perdoe, eu não quero desistir de nós.



Antes que Ana pudesse falar algo, Lucas a abraçou dizendo para ela não o abandonar. E então ela pôde perceber a verdade que estava no que ele havia falado. Logo Ana disse que o amava e que jamais o deixaria ir.



E então o despertador tocou e ela acordou. Tudo aquilo não havia passado de um sonho, o qual Ana jamais queria esquecer. Por mais que soubesse que aquilo não aconteceu ela podia sentí-lo. Como se tudo aquilo fosse real.

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